Dia dois. Tentamos ir a um mercado coberto que ficava perto do hotel, contrariando o conselho do recepcionista, que havia nos avisado de que sexta-feira não é um bom dia para feira. Ainda assim, teimamos em tentar encontrar cogumelos frescos, servidos com queijo derretido, humm.
Encontramos a feira, mas não os cogumelos. Aliás, nem cogumelos, nem coisa nenhuma. Quase nenhuma banca estava aberta. A fome teve que esperar um pouquinho.
Seguindo a recomendação de um dos guias de viagens que usamos para planejar a estadia, fomos almoçar em uma rua perto da Notre Dame. Pagamos 8 euros por uma refeição completa (entrada, prato principal e sobremesa) em um restaurante indiano. Claro que tendo o cuidado de não pedir pão indiano (3 euros), nem bebida (3 euros) e muito menos o cafezinho. Tanta pão-duragem não passou despercebida. O garçon, depois de nos perguntar de onde éramos, soltou: "Brasil? Mas no Brasil tem dinheiro, né?". "Não, amigão, no Brasil tem futebol. Dinheiro, não". Mas também, vai querer cobrar pelo pão e Coca-cola quase o mesmo preço da refeição completa??
De lá, seguimos para as Catacumbas, o buraco de Paris que era uma pedreira que depois foi transformada em um curioso depósito de ossos. Tirando um leve arrepio ao ler a frase logo na entrada das catacumbas ("Silêncio, seres mortais!"), não fiquei impressionada. Isso foi no mínimo curioso, levando em conta o enorme medo da morte que tenho desde que me entendo por gente. Acho que é mais ou menos o mesmo princípio dos filmes de Tarantino: é tão escancarado e tão exagerado que deixa de ser mórbido para se tornar divertido, ou esquisito.
Das catacumbas, seguimos para o Museu Rodin, para uma visita rapidíssima, de uma horinha, antes de seguirmos para o Louvre. Vimos e tietamos o Pensador, mas fiquei muito mais admirada com a escultura The Burghers of Calais, que tem um movimento e uma expressão que contrastam absurdamente com a apatia (muito bem transmitida, é claro) do Dante de Rodin.
A visita ao Louvre às seis horas de uma sexta-feira não foi à toa. Menores de 25 anos não pagam entrada nesse horário, e quaisquer euros não gastos eram mais do que bem-vindos. Mas é claro que muito mais gente teve a mesma idéia, e o museu estava tão cheio quanto em qualquer outro dia.
Afastar o cansaço foi uma tarefa difícil. Depois da andança pela parte do Egito antigo (minha área preferida, com certeza!), as pernas começaram a reclamar com força. Uma pena, pois tudo o que eu vi dali para frente foi gravemente afetado pela vontade de sentar a cada cinco minutos. Eu não tinha a pretensão de ver tudo, mas tenho certeza de que aproveitei muito menos do que teria aproveitado se tivesse reservado um dia inteiro para o museu. Não que eu não goste da idéia de ter que voltar a Paris para uma segunda visita ao Louvre.
Vimos quase tudo que turistas querem ver em suas primeiras visitas ao famoso museu: a múmia, sarcófagos, esculturas de Michelangelo, e, claro, a Mona Lisa. A única que ficou de fora foi a Vênus de Milo. Às nove e meia da noite, os seguranças começaram a restringir o acesso a algumas áreas do museu. Se soubéssemos que "closes at 10pm" significa na verdade "closes at 9:30pm", teríamos nos programado melhor para conseguir ver a Vênus.
Fechamos a noite com um crepe saboroso e baratinho na Praça da Bastilha, regado com um delicioso chope por metade do preço em um dos inúmeros bares daquela área, lotados com o espírito da noite de uma sexta-feira parisiense.
(continua)

Comentários
Aí, aí, aí... você me deixou com muita vontade de conhecer Paris ! já está na minha lista de sonhos!
Ei, tudo bem? Espero que sim!
É o seguinte. Achei seu blog por acaso, e tô gostando bastante! Estou planejando com um amigo minha viagem pra Genebra, lá pro final de Outubro e Novembro, e na caça por informações achei a sua página! Quería saber se pode me dar umas dicas.
Ele vai primeiro, final de setembro, por que tem um primo que mora em Genebra, e vai tentar arrumar um lugar pra alugarmos lá. Sabe como funciona, conhece algum lugar p ficar?
Estou indo pra estudar e trabalhar. Sabe de algum curso de francês bom e barato?
E local pra trabalhar, sabe se consegue fácil, alguma dica?
Muita pergunta né! É que bate uma dúvida de vez em quando... mas é isso aí... se puder dar uma força! Meu e-mail é reneuzac@yahoo.com.br
Obrigado!!!!
Mairosa!
Vc foi embora muito a francesa, que foi isso?
E ainda está sumida, não postou notícia ou foto alguma da Finlândia...
Assim não dá, assim não pode
=)