E não foi sem um bocado de tristeza que amanhecemos no último dia da visita a Paris. Tanto porque chegava a hora de voltar a Genebra, quanto porque o São Pedro finalmente resolveu agir de acordo com a previsão do tempo. O céu estava cinza, carregado, prometendo derramar chuva à vontade a qualquer momento.
Mas ainda havia muito o que fazer. Marcamos de encontrar cedo com o Rodrigo, que estava na sua jornada de volta à terrinha (vindo da China!), na Torre Eiffel. Na noite anterior chegamos na torre muito tarde, não deu tempo de subir. Então, ou era naquela manhã, ou não era mais. E não havia a possibilidade de ir à Paris e não subir na Torre.
Claro que todo mundo pensa a mesma coisa. Então foram nada mais nada menos do que três horas para concluir a tarefa principal do dia - ver Paris do alto. E nem foi tão bom assim, porque com céu carregado e chuva, mal deu para aproveitar. Mas sem problemas, eu tenho a história para contar, e o passe livre para, em minha próxima visita, não precisar enfrentar fila como essa de novo.
Depois da Torre fomos lá para uma das portas da cidade. Final da zona 2 do metrô, onde Paris acaba e os arredores começam. Tínhamos ouvido falar do maior mercado de pulgas do mundo, e nos animamos a tentar conseguir o famoso pacotinho de cogumelos frescos com queijo derretido por cima, hummm... Mas... nada de cogumelos. Nada de comida, na verdade. O mercado de pulgas é um mercado de antiguidades, principalmente. E olhar antiguidades não era um programa muito esperto para nosso último dia na França.
De lá, fomos para o último passeio: Montmartre. Além de subir as famosas escadarias, queríamos, claro, passar na frente do bar onde foi filmado o Amélie Poulain.
E lá fomos nós, subir escadas e mais escadas. É muito degrau, mas depois da andança toda dos últimos dias, nem foi tão cansativo assim.
Não chegamos a entrar na Sacré-Coeur por falta de tempo, mas só de sentar nas escadarias da basílica ao som de um músico de rua que fazia sucesso no meio daquele mundo de turista valeu.
De lá, descemos para o Les Deux Moulains, o famoso café. Na verdade, nem parecia tão famoso assim. Algumas pessoas sentadas, um poster do filme na parede, e o conhecido ambiente cheio de copos e espelhos. Eu não vi onde ficava a tabacaria, onde a hipocondríaca se escondia no filme. Mas, tirando isso, tava tudo lá. Menos a Audrey Tautou, claro =)
Apertando o passo, corremos no hotel para buscar as malas e chegar à Gare de Lyon a tempo. O Gabriel tinha uma mala, um monte de cerveja e duas garrafas de vinho a mais do que na ida, o que exigiu um esforço razoável. Chegar no trem, sentar, respirar fundo e abrir a garrafa de vinho barata (mas boa!) foi um alívio.
O balanço do TGV conseguiu, não sem um pouquinho de resistência da minha parte, me fazer cochilar. Três horas me separavam do mundo real.
