O primeiro adeus a Genebra

Foram dias bem intensos, os de minhas últimas semanas em Genebra. Depois do show do Muse e Arctic Monkeys no Palexpo em Nyon, Paris. Apenas um dia para respirar, juntar o resto das minhas tralhas, e enfiar tudo no avião para a Finlândia.

Voar via Londres foi bem cansativo. Lá, a preocupação com segurança está uma coisa de louco mesmo. Vi até gente tendo que tirar o tênis para a segurança fazer a vistoria. Eu não tinha direito a levar uma pasta de notebook além da mala de mão, então tirar e colocar o notebook da minha mochila a cada passagem pela segurança foi especialmente irritante. As duas horas de conexão para meu vôo para Helsinki pareciam que não iam ser suficientes.

Mas eu estava meio anestesiada. Tantas coisas acontecendo, minha cabeça em turbilhão, ainda processando a informação de que estava começando uma nova fase da minha vida, e ainda a dor de cabeça da choradeira da noite anterior. Muito o que pensar, e ao mesmo tempo vontade de simplesmente piscar e ver que tudo mudou, e nunca mais seria o mesmo.

O amigo finlandês da Jana foi um amor, e se despencou de Tampere pela segunda vez em quatro dias para me buscar no aeroporto. Sinceramente, era tudo que eu mais queria naquele momento: chegar e não ter que me virar com aquela língua esquisita para descobrir como fazer para chegar em minha nova casa.

Ficamos, eu e Jana, a minha primeira noite na casa desse finlandês gente fina (a Jana chegou um pouco antes, e já estava acampada na casa dele há uns dois dias). O dia seguinte prometia. Iríamos buscar a chave do apartamento, e finalmente ver como seria a carinha da nossa nova vida.

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